Rosângela F.
Artesanato da Praça Higino Pio é destaque no Jornal do Artesanato.
Edição de 05 de Novembro de 2009.


“Se não tivesse este espaço, como mostraria o meu trabalho?”. É dessa forma que a artesã que borda sandálias havaianas Rosangela Figueiró de Mattos define a importância do local onde expõe suas peças aos sábados: na Feira de Artesanato da Praça Higino Pio, em Balneário Camboriú. “Este espaço é cedido pela Prefeitura. Para participar, os artesãos devem entrar em contato com a Fundação Cultural do município e passar por uma avaliação”, explica a responsável pela Feira Rosemari Monteiro.

Depois de serem avaliados no ano passado, os fantoches de Iradi Chiquetto, conquistaram seu lugar na Praça. “Vendo meus bonecos há dez anos e aqui consegui uma boa aceitação do meu trabalho, principalmente pelas crianças”, conta. Entre padre, japonesa, negro, caipira, o avô, a avó além dos bonecos com roupas de time de futebol, a feirante desenvolveu 30 personagens. “As pessoas viajam, dialogam e ensinam através deles”, acrescenta.

A artesã Noêmia Moraes que produz bijuterias com pedras brasileiras e acabamento em crochê reconhece a importância de expor suas peças neste local. “É muito bom para a divulgação do nosso trabalho”, diz.

Rosemari, que além de responsável pelo espaço também expõe seus trabalhos manuais em madeira na Praça chama atenção, ainda, para a possibilidade de integração dos feirantes itinerantes à Feira. “Temos 32 bancas fixas e abrimos vagas também para trabalhos de artesãos visitantes, que variam de um final de semana para outro”, conta.

Outra característica da Feira Higino Pio, é a Associação de Artesanato de Balneário Camboriú que existe entre os próprios artesãos. “A intenção é oferecer ao profissional dos trabalhos manuais outras possibilidades para que possa divulgar suas peças em outros locais”, comenta Rosimari.

A artesã Daniela Petry que participa da Feira desde suas primeiras edições, há 12 anos, lapidando pedras e metal, transformando-os no que ela chama de “bijóias”, explica que a Associação não só é importante como fundamental para os feirantes. “Quando a temporada é boa conseguimos subsistir durante o inverno. Mas, caso contrário, precisamos encontrar alternativas”, observa.

Fonte: Jornal Artesanato.


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